
Boas pessoal...uma das coisas que mais gosto e desenho,apesar de não saber nem fazer bonequinho de risquinho,rsrsrsrs...gosto de todo geito,desenho animado e quadrinhos sempre vejo, mais caricaturas e o que mais gosto,sempre me chamam a atenção,tem pessoa que te a manha da coisa realmente,meu amigo-irmão Fabricio é uma delas desenha a gente brincando,ele fez uma minha uma vez que ficou muito boa vou ver se esta com ele ainda e vou por ela aqui.Na internet existem sites porretas,tava procurando uma para por aqui,lá no Google,e achei um site melhor que outro passo aqui alguns,visitem que vale a pena...Segue tambem um poema de F.Pessoa que acho demais,pra mim um dos melhores dele...
www.santygutierrez.com
http://mangabastudios.blog.uol.com.br/
www.baptistao.zip.net
www.fabricarica.com.br
www.samuelcasal.blogger.com.br
O Meu Olhar
o meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
olhando para direita e para a esquerda,
e de vez em quando olhando para tráz...
E o que vejo a cada momento
é aquilo que nunca antes eu tinha visto,
e eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
que tem uma criança se,ao nascer,
reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como um malmequer,
porque o vejo.Mas não penso nele
porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: Tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é,
mas porque a amo,e amo-a por isso,
porque quem ama nunca sabe o que ama
nem sabe por que ama,nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro(Pseudônimo de Fernando Pessoa)

Na Vitrola "Rise" PIL
Escrito por Clovão às 14h13
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Ode ao gato

Pablo Neruda
Os animais foram imperfeitos, compridos de rabo, tristes de cabeça. Pouco a pouco se foram compondo, fazendo-se paisagem, adquirindo pintas, graça, vôo. O gato, só o gato apareceu completo e orgulhoso: nasceu completamente terminado, anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro, a serpente quisera ter asas, o cachorro é um leão desorientado, o engenheiro quer ser poeta, a mosca estuda para andorinha, o poeta trata de imitar a mosca, mas o gato quer ser só gato e todo gato é gato do bigode ao rabo, do pressentimento ao rato vivo, da noite até seus olhos de ouro.
Não há unidade como ele, não tem a lua nem a flor tal contextura: é uma só coisa como o sol ou o topázio, e a elástica linha em seu contorno firme e sutil é como a linha da proa de um navio. Seus olhos amarelos deixaram uma só ranhura para jogar as moedas da noite.
Oh pequeno imperador sem orbe, conquistador sem pátria, mínimo tigre de salão, nupcial sultão do céu das telhas eróticas, o vento do amor na intempérie reclamas quando passas e pousas quatro pés delicados no solo, cheirando, desconfiando de todo o terrestre, porque tudo é imundo para o imaculado pé do gato.
Oh fera independente da casa, arrogante vestígio da noite, preguiçoso, ginástico e alheio, profundíssimo gato, polícia secreta dos quartos, insígnia de um desaparecido veludo, seguramente não há enigma na tua maneira, talvez não sejas mistério, todo o mundo sabe de ti e pertences ao habitante menos misterioso, talvez todos o acreditem, todos se acreditem donos, proprietários, tios de gatos, companheiros, colegas, discípulos ou amigos do seu gato.
Eu não. Eu não subscrevo. Eu não conheço ao gato. Tudo sei, a vida e seu arquipélago, o mar e a cidade incalculável, a botânica, o gineceu com seus extravios, o pôr e o menos da matemática, os funis vulcânicos do mundo, a casaca irreal do crocodilo, a bondade ignorada do bombeiro, o atavismo azul do sacerdote, mas não posso decifrar um gato. Minha razão resvalou na sua indiferença, o seu olho tem números de puro.

Na Vitrola "Sweet Pain" Blues Travelers
Escrito por Clovão às 14h50
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